O município de Oliveira dos Brejinhos (BA) surgiu praticamente na década de 40 do século XVII e se chamou primeiramente Brejos e foi inicialmente ocupada pelas famílias Brito, Maia, Vale e Borges. Os habitantes dos Brejos nos primeiros anos eram conhecidos como os brejeiros e cultivavam feijão, arroz, cana e mandioca. Havia também dois engenhos produzindo melado e rapadura, duas casas de farinha de mandioca, dez teares e dois carros de boi.
O município ficou com o nome de Brejos até a década de setenta do mesmo século, quando passou a ser chamado Brejo Grande. No final dessa década até a de noventa, Brejo Grande foi surpreendido por uma epidemia de bexiga preta, “varíola”, moléstia que em duas décadas contagiou a população e matou parte dela. Muitos foram mortos por discriminação e abandono dos próprios parentes, com medo do contágio. Brejo Grande estagnou depois da peste, voltando a ordem crescente no início do século XIX com a chegada das famílias Reis, Ramos, Cunha e Pereira. Estas famílias, duas décadas mais tarde, tornaram-se comerciantes e fizeram prosperar a produção agrícola durante todo o século XIX. Neste período, o crescimento de Brejo Grande não foi além de duas praças localizadas à margem do riacho da Cana Brava e outra meia dúzia de casas salteadas. A maioria da população habitava em localidades vizinhas. Na década de vinte, do século XIX, o padre Custódio havia construído uma capela na localidade de Coité, no sul do município, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Tendo-se formado a localidade dos Brejos e, com seu rápido crescimento, padre Custódio juntou-se a Victória T. Torres e à população dos brejos e, juntos, construíram a igreja de Nossa Senhora da Conceição. Em seguida, trouxeram as imagens da capela do Coité para a igreja dos Brejos.
O Primeiro Juiz da Cidade cidade se chamou João Ferreira de Araújo. O Forum da cidade levou o seu nome.


Nenhum comentário:
Postar um comentário